Projeções da Funed

Seg, 13 de Novembro de 2017 21:29 0 COMMENTS
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Presidência da Fundação apresenta previsões para 2018 ao Conselho Estadual de Saúde (CES)

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O presidente e o vice-presidente da Fundação Ezequiel Dias, Marcelo Siqueira e Daniel Medrado, estiveram  nesta segunda-feira (13/11) em reunião da plenária do Conselho Estadual de Saúde (CES-MG) para apresentar as mudanças nas ações da gestão e o que esperar para o próximo ano. Depois da pressão contra as tentativas de terceirização na Funed, a presidência suspendeu o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e os trabalhadores cobram uma política de fortalecimento da Fundação. Aos Conselheiros, Marcelo mostrou metas de crescimento da produção em 2018.

A gestão afirmou que está garantido a manutenção de 90% do parque da Funed, o funcionamento da unidade 5 e a finalização das obras. Segundo o presidente da Funed, no ano que vem será retomado a produção de soro que havia sido paralisada em 2017. A talidomida também terá uma meta maior. Está previsto a produção de cerca de cinco milhões e duzentas mil do remédio que é feito apenas na Funed. Ainda de acordo com a gestão, uma lista de produtos de alto custo está sendo discutida e será divulgada em Brasília no dia 11 de dezembro. Além das projeções para a Diretoria Industrial, a gestão apresentou metas para outros setores da Fundação. Para o IOM, a expectativa da gestão é fazer 510 mil exames e manter a rede de laboratórios. Na diretoria de pesquisas serão, de acordo com eles, 40 projetos de pesquisa e 20 exposições nos municípios.

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Ainda segundo o presidente da Funed, outra meta para o ano que vem é suprir 50% da demanda nacional de insulina, projeto que já estava em andamento na antiga gestão. Marcelo Siqueira e Daniel Medrado apresentaram propostas para redução dos custos, como por exemplo, a diminuição do preço da vacina de meningite que, segundo eles, reduziu em 200%.   

Marcelo Siqueira voltou a afirmar que a Funed não se preparou para modernização das fábricas, apesar de ter investido aproximadamente 380 milhões somente para este fim. A política de sucateamento da Funed foi denunciado pelo Sind-Saúde.   

Auxilio-alimentação e Insalubridade

A presidência também informou sobre as negociações com o Sind-Saúde que impactam no bolso do trabalhador. O auxilio-alimentação, reivindicação do Sindicato, foi autorizada pela Câmara de Orçamento e Finanças (COF) na última quinta-feira (09/11). A cobrança do Sind-Saúde é que seja válido ainda para este mês, com pagamento em dezembro.

Em relação à insalubridade, está em andamento uma perícia paralela contrata pelo Sind-Saúde para estabelecer uma discussão sobre a condução das novas regras. O presidente da Funed afirmou à plenária do Conselho que o pagamento do direito estava “extrapolado”. O laudo encomendado pela gestão anterior ficou pronto no inicio de 2017. Para ele, foi preciso fazer o que chamou de remanejo de pagamento. “Muitas pessoas que recebiam deixaram de receber e outras muitas que não recebiam passaram a receber” afirmou.         

O Conselho afirmou que fará estudo sobre os dados apresentados e a plenária votará os encaminhamentos. Foi solicitado mais dado sobre a política de estruturação da Funed que é um dos 21 laboratórios públicos do país.  

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