Saúde é moeda de troca?

Qui, 10 de Outubro de 2019 21:17 0 COMMENTS
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Prefeitura instaura caos em Betim com decreto de calamidade que impacta diretamente a população da cidade

prefeitura betim


A prefeitura de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, publicou nesta quarta-feira (09/10) um novo decreto de calamidade pública, financeira e orçamentária no município. O Decreto Nº 41.818 pode fechar 150 leitos do Hospital Regional de Betim e coloca em grave risco atendimento à saúde da população. O Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde) Núcleo Regional Betim condena a ação da prefeitura. Para a direção do Sindicato, com o decreto a gestão mostra que faz uma escolha entre quem vai viver e quem vai morrer ao negar serviços de saúde na cidade. As 29 medidas valem por 90 dias, podendo ser prorrogado por igual período.


Desde que iniciou do mandato, o governo de Vittorio Medioli administra por decreto. Nesta nova publicação, o setor da saúde é o mais atingido e tem consequências imediatas para a população. Dentre as medidas estão o fechamento de leitos; redução do quadro de servidores, médicos plantonistas e de diversas especialidades; suspenção de cirurgias eletivas, diminuição de serviços de saúde; fechamento de unidades; suspenção do 13º salário dos servidores; suspenção de férias.


O governo municipal apresenta duas principais justificativas para implantar o clima de caos na cidade. A primeira é atraso do repasse do governo estadual que se acumula em quase R$300 milhões. Além disso, outras dívidas como o sequestro de mais de R$47 milhões das contas do município para pagamento de uma “suposta” dívida com a empresa Andrade Gutierrez.


A diretoria do Sind-Saúde Núcleo Regional Betim mostra indignação com as medidas propostas pelo governo. Para ela, os serviços de saúde foram os primeiros alvos do governo o que mostra a pouca importância com a vida dos betinenses. Os direitos dos servidores têm sido saqueado ao longo dos últimos anos e é mais uma vez colocado a prova. O Sindicato está se mobilizando e aglutinando diversas entidades para discutir o decreto. Para a direção sindical a população é diretamente impactada com essa série de imposições. “O servidor que já é penalizado desde o começo da gestão, sem reajuste, congelamento das carreiras, daqui a pouco o governo quer que o servidor faça trabalho voluntário?” questiona a diretoria.